Tratando varizes com Radiofrequencia – Dr Alexandre Amato

O Prof. Dr Alexandre Amato explica como funciona o tratamento das varizes com radiofrequencia, que é diferente do laser. São duas técnicas de termoablação para tratamento da insuficiencia venosa, que fecham as veias insuficientes, mas atuam com energias diferentes. Veja mais em www.vascular.pro

**** transcrição ****
Olá, sou o doutor Alexandre Amato, cirurgião vascular do Instituto Amato, e hoje eu vou falar sobre a [termo ablação] de varizes ou da safena, com a radiofrequência. A radiofrequência causa um aumento da temperatura no local, fechando a veia pela coagulação causada pelo calor. O laser vai causar coagulação pela energia luminosa. Então a radiofrequência e o laser são as duas técnicas de [termo ablação] existentes para o tratamento da insuficiência venosa. Ambas têm um resultado muito parecido, tanto no pós-operatório inicial, quanto no pós-operatório tardio, sendo tanto laser, quanto a radiofrequência, as técnicas de escolha hoje em dia no tratamento da insuficiência venosa. Bom… vamos falar então sobre a radiofrequência. A radiofrequência é realizada por esse cateter aqui. Este cateter é conectado numa máquina, e essa ponta aqui, vai aumentar de temperatura de uma forma bem controlada… então a gente queima esse segmento, [classiona], queima outra vez o segmento, apertando esse botão aqui. Então esse cateter é para radiofrequência, e essa aqui, é uma fibra ótica usada em cirurgia de varizes com laser. Aqui, a diferença é que entra a energia luminosa com o laser nessa ponta, e nessa ponta vai sair a energia luminosa. Bom… tecnicamente, as duas técnicas são muito semelhantes. Então é feita uma punção, um pequeno buraquinho na veia, a gente entra com o cateter. A diferença é que o cateter da radiofrequência passa no introdutor um pouquinho mais largo do que o cateter da fibra ótica. Essa é uma fibra ótica relativamente grossa, tem 600 micras. Existem outras fibras óticas menores ainda, que passam em um [gel] extremamente fino. O cateter de radiofrequência precisa muito de um introdutor 7F pra passar. Então essa é a primeira diferença, que não muda no resultado final, apenas um pequeno furinho que era um pouquinho maior na radiofrequência. A outra coisa, é a maleabilidade e a possibilidade de tratamento de outras veias. Então esse cateter da radiofrequência queima a veia em toda a extensão, enquanto que a fibra ótica, apenas nessa pontinha. Então eu consigo direcionar aonde eu quero tratar e tratar pequenos segmentos. A radiofrequência não, eu fico limitado à esses 7 centímetros ou outras… 5, 3 de outros cateteres, mas sempre segmentos maiores. E isso me limita o tratamento de outras veias que não sejam a safira magna, ou a safena [parbas]. Então para veias maiores, como já disse, a safena magna e [parbas], a radiofrequência é muito boa, tem um resultado muito semelhante à cirurgia com laser. Agora, para outras veias, veias perfurantes ou veias não nominadas, veias reticulares, o laser é possível enquanto a radiofrequência não. A radiofrequência também não é possível nas veias muito próximas da pele, tendo um risco maior de queimaduras. No laser a gente consegue usar a energia aplicada de uma forma muito melhor. Então resumindo… para um caso padrão de insuficiência venosa com refluxo axial de safenas magnas e [parbas], ambas as técnicas são excelentes. Para casos um pouco mais complicados, em que pode necessitar de uma perfurante ou de outras veias, o laser dá uma maleabilidade, dá uma gama maior de possibilidades de tratamento na mão do cirurgião vascular. Se você tiver dúvidas, converse com seu cirurgião vascular antes da cirurgia, entenda o que está sendo feito, tá? Radiofrequência não é laser, radiofrequência é uma outra técnica, mas com bons resultados também. Gostou desse vídeo? Curtam as nossas mídias sociais e compartilhem. Obrigado e até a próxima!

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